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Disney: queda no fluxo de turistas estrangeiros pode afetar o desempenho em 2026

A Disney registrou um desempenho robusto em receitas no fim de 2025, impulsionado pelo aumento dos gastos de visitantes em seus parques temáticos e cruzeiros. Ainda assim, a companhia acendeu um sinal de alerta: a queda no fluxo de turistas estrangeiros pode afetar o desempenho de seus parques nos Estados Unidos ao longo de 2026.

REDAÇÃO DO DIÁRIO com informações do Financial Times

Segundo a empresa, o crescimento do segmento de experiências — que engloba parques, hotéis e cruzeiros — deverá ser apenas modesto no trimestre atual. O alerta vem na esteira de uma retração de 6% no número de visitantes internacionais aos EUA no ano passado, de acordo com o World Travel & Tourism Council, em um contexto de tensões diplomáticas envolvendo a administração Trump e países estratégicos como México e Canadá.

A expectativa é de um avanço mais consistente na segunda metade do ano, quando a Disney colocará em operação, a partir de março, seu oitavo navio de cruzeiro, o Disney Adventure, com base em Singapura — reforçando a aposta no turismo de experiência de alto padrão fora do eixo tradicional norte-americano.

Enquanto isso, os parques dos EUA seguem como pilares financeiros. Visitantes continuam a circular pela icônica rua principal do Magic Kingdom, em Orlando, símbolo da força da marca, mas agora mais dependente do turismo doméstico.

No primeiro trimestre fiscal, a Disney reportou lucro líquido de US$ 2,4 bilhões, com receita de US$ 26 bilhões. O lucro ajustado superou as expectativas de Wall Street, mas, ainda assim, as ações recuaram mais de 6%, refletindo preocupações com o ritmo de crescimento futuro.

Os números são divulgados às vésperas de uma decisão estratégica: a escolha do sucessor de Bob Iger, que deve ser anunciada pelo conselho ainda neste ano. Entre os nomes mais cotados estão Josh D’Amaro, atual responsável pelos parques e cruzeiros, e Dana Walden, co-presidente da divisão de entretenimento.

D’Amaro desponta como favorito interno, especialmente por liderar a expansão da frota de cruzeiros para 13 navios e supervisionar a construção de um novo parque temático em Abu Dhabi, que marcará o primeiro resort da Disney no Oriente Médio. Investidores veem nos parques — mais do que no streaming ou nos estúdios — o principal motor de valor da companhia neste momento.

A plataforma de streaming, sob liderança de Walden, cresceu 11% no trimestre, enquanto os estúdios emplacaram sucessos de bilheteria na temporada de férias. Ainda assim, os altos custos de marketing reduziram parte do impacto positivo dessas receitas.

Iger afirmou a analistas que a empresa está hoje “em uma posição muito melhor do que há três anos”, ao retornar ao comando em 2022. Para ele, o próximo CEO herdará uma Disney bem estruturada, mas desafiada por um setor em rápida transformação — no qual o turismo internacional volta a ser peça-chave.

Da REDAÇÃO, com informações do Financial Times

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