
Os Estados Unidos vão exigir o pagamento de uma caução que pode chegar a US$ 15 mil (cerca de R$ 78 mil) para a concessão de vistos de turismo e negócios (B1 e B2) a cidadãos de 50 países. A medida passa a valer a partir de 2 de abril, segundo anúncio do Departamento de Estado americano, e faz parte de um programa voltado à redução de permanências irregulares no país.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
De acordo com o governo dos EUA, o Brasil não está entre os países afetados pela exigência.
O depósito exigido funciona como uma garantia financeira de que o visitante respeitará as regras do visto. O valor é devolvido integralmente caso o viajante cumpra as condições da autorização, entrando e saindo dos Estados Unidos dentro do prazo permitido.
O montante também é restituído caso o pedido de visto seja negado.
Segundo autoridades americanas, a iniciativa busca reduzir casos de estrangeiros que permanecem no país após a expiração do visto. Em publicações nas redes sociais, o subsecretário de Estado para Assuntos Públicos Globais afirmou que 97% dos cerca de mil vistos emitidos sob o sistema até agora resultaram no retorno dos viajantes dentro do prazo estipulado.
A exigência da caução não garante a emissão do visto, funcionando apenas como uma condição adicional durante o processo consular.
O valor pode variar conforme a avaliação de risco feita pelo oficial consular responsável pela análise do pedido, podendo chegar ao teto de US$ 15 mil nos casos considerados com maior probabilidade de permanência irregular.
A lista de países incluídos no programa reúne nações de diferentes regiões do mundo, muitas delas já sujeitas a medidas mais rígidas de controle migratório.
Entre os 12 novos países adicionados ao sistema em abril estão:
Para especialistas do setor, a ampliação da exigência pode representar uma nova barreira para viajantes de países com menor poder aquisitivo.
Fabiano Rocha, CEO da JumpStart, avalia que a medida adiciona mais complexidade ao processo de concessão de vistos temporários e pode influenciar decisões de viagem.
“Mesmo com a devolução prevista em caso de cumprimento das condições, o depósito pode impactar decisões de viagem, especialmente em turismo, negócios de curto prazo e visitas familiares. A ampliação do programa para 50 países sinaliza um endurecimento da política migratória americana, ao mesmo tempo em que busca reduzir custos associados à fiscalização e à deportação de estrangeiros que ficam nos EUA para além do permitido”, afirma.
Segundo especialistas, a ampliação do programa ocorre em um momento em que o turismo internacional busca recuperar seu ritmo de crescimento, o que pode influenciar a competitividade dos Estados Unidos frente a destinos que adotam políticas de entrada mais facilitadas.
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