
A implementação da Ficha Nacional Digital de Registro de Hóspedes (FNHR) em meios de hospedagem brasileiros tem gerado dúvidas e até informações equivocadas nas redes sociais. Hotéis, pousadas, hostels e resorts de todo o país começaram a adotar o novo sistema digital que substitui o antigo formulário em papel utilizado no check-in.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do MTur
A nova ficha digital de registro de hóspedes foi criada para modernizar o processo de identificação de viajantes, agilizar o atendimento e reduzir burocracias. Segundo o Ministério do Turismo, a ferramenta segue rigorosamente as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e não permite o monitoramento indevido de informações pessoais.
Antes da digitalização, o preenchimento da ficha de hóspedes era feito manualmente, o que consumia tempo tanto dos turistas quanto das equipes de recepção. Com a nova Ficha Nacional Digital de Registro de Hóspedes, todo o procedimento passou a ocorrer de forma eletrônica.
Inspirada em processos de check-in utilizados em aeroportos, a plataforma permite que o visitante informe seus dados antecipadamente. O preenchimento pode ser feito por meio de um link enviado pelo hotel, por leitura de QR Code no balcão da recepção ou diretamente em um dispositivo disponibilizado pelo estabelecimento.
O sistema também permite o preenchimento automático por meio da conta Gov.br, que atua apenas como verificador de identidade para reduzir erros ou fraudes.
A ficha digital de registro de hóspedes foi desenvolvida pelo Ministério do Turismo em conjunto com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). A solução tecnológica recebeu aprovação do Congresso Nacional e foi sancionada pela Presidência da República em 2024.
O processo de implantação começou ainda no ano passado, com orientação do governo federal ao setor de hotelaria para adaptação ao novo modelo. A expectativa é que o sistema substitua definitivamente o uso de documentos físicos nas recepções.
Para os empreendimentos, a mudança também representa economia operacional, já que elimina a necessidade de arquivar formulários impressos por longos períodos.
De acordo com o Ministério do Turismo, a Ficha Nacional Digital de Registro de Hóspedes foi desenvolvida com mecanismos de segurança compatíveis com a legislação brasileira de proteção de dados.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou que a ferramenta foi construída com foco na privacidade dos usuários.
“Todo o sistema foi construído sob o rigor da LGPD, com dados criptografados e total respeito à privacidade. O que estamos fazendo é usar a tecnologia para facilitar a vida do hóspede e profissionalizar o setor, garantindo que ele esteja preparado para oferecer as melhores experiências possíveis aos seus clientes. Especialmente no momento em que o turismo brasileiro vem alcançando recordes históricos de desempenho”, afirmou.
Para evitar desinformação sobre a Ficha Nacional Digital de Registro de Hóspedes, o Ministério do Turismo divulgou alguns esclarecimentos sobre o funcionamento da plataforma.
A exigência de informações básicas de hóspedes existe desde a Lei Geral do Turismo, sancionada em 2008. A nova regulamentação apenas digitalizou o processo, tornando-o mais rápido e seguro.
A conta Gov.br funciona apenas como um mecanismo de verificação de identidade. O sistema valida o CPF informado pelo usuário para confirmar sua identidade durante o cadastro.
Os dados preenchidos na Ficha Nacional Digital de Registro de Hóspedes são criptografados e armazenados no banco de dados do Serpro. O Ministério do Turismo acessa apenas dados estatísticos agregados. Informações individuais só podem ser consultadas mediante autorização judicial ou policial.
A plataforma não registra despesas realizadas pelo turista durante a hospedagem. O objetivo da ferramenta é apenas apoiar estatísticas oficiais de fluxo turístico e colaborar com políticas de segurança pública.
O hóspede pode preencher a ficha antecipadamente ou optar pelo preenchimento digital no momento da chegada ao hotel, com auxílio da recepção.
O uso da ficha digital de registro de hóspedes é gratuito para os meios de hospedagem. Custos adicionais podem ocorrer apenas caso o estabelecimento utilize sistemas próprios de gestão integrados.
O Ministério do Turismo informou que cerca de 19 mil meios de hospedagem cadastrados no Cadastur precisam se adaptar ao novo modelo digital.
A pasta mantém canais de orientação para auxiliar hotéis e pousadas na transição para a Ficha Nacional Digital de Registro de Hóspedes, além de disponibilizar um guia com passo a passo para hoteleiros e viajantes. (Acesse AQUI)
A expectativa é que a digitalização contribua para modernizar o setor de hospedagem no país e tornar o processo de check-in mais rápido e seguro para turistas e empresas.
Fonte: Assessoria de Comunicação do MTur
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