Ser piloto de avião continua figurando entre as carreiras mais desejadas — cercada por prestígio, mobilidade internacional e salários que, em muitos casos, estão entre os mais altos do setor de serviços. Mas a remuneração varia amplamente. Fatores como tempo de experiência, tipo de aeronave, rotas operadas e, sobretudo, o país onde o profissional atua, influenciam diretamente os ganhos.
REDAÇÃO DO DIÁRIO com fontes internacionais*
Na América do Norte, os números já mostram disparidades relevantes. No Canadá, a média anual é de cerca de US$ 71 mil (R$ 378 mil), podendo começar em US$ 34 mil para iniciantes e ultrapassar US$ 267 mil para comandantes experientes. Já nos Estados Unidos, um dos mercados mais robustos da aviação, a média gira em torno de US$ 160 mil (R$ 852 mil), com extremos que vão de US$ 35 mil em companhias regionais a mais de US$ 400 mil para capitães seniores.
Na América Latina, os salários tendem a ser mais modestos, embora também variem bastante. No México, pilotos podem ganhar entre US$ 18 mil e US$ 150 mil por ano, dependendo da experiência. Na Colômbia, os rendimentos começam em cerca de US$ 55 mil e podem alcançar US$ 97 mil para profissionais mais experientes. Já na Argentina, a média anual é de aproximadamente US$ 25 mil, embora capitães possam atingir até US$ 120 mil ao longo da carreira. No Brasil, a média gira em torno de US$ 24,3 mil (R$ 130 mil) por ano, com salários iniciais próximos de US$ 17 mil e funções mais especializadas, como pilotos de teste, chegando a US$ 41 mil.
Na Europa, o cenário é mais competitivo e, em muitos casos, melhor remunerado. A Alemanha se destaca com média de US$ 178 mil (R$ 948 mil), podendo alcançar US$ 355 mil entre pilotos seniores. Na Bélgica, os ganhos médios ficam em torno de US$ 130,5 mil, enquanto na Irlanda chegam a US$ 128 mil, impulsionados pelo papel estratégico de Dublin como hub aéreo. Na França, a média é de US$ 104 mil, podendo ultrapassar US$ 130 mil, enquanto na Itália os salários giram em torno de US$ 95,5 mil, com capitães experientes superando US$ 118 mil. No Reino Unido, a média é de US$ 107 mil, podendo atingir até US$ 177,5 mil em cargos mais elevados.
Entre os países nórdicos, a Noruega chama atenção pelos altos salários iniciais: cerca de US$ 85,5 mil para pilotos com até três anos de carreira, chegando a US$ 153 mil com mais experiência.
Em outros mercados, os rendimentos refletem realidades econômicas distintas. Na África do Sul, os salários variam entre US$ 20 mil e US$ 57,5 mil, podendo chegar a US$ 63,5 mil em grandes companhias. Já em regiões do Oriente Médio, como os Emirados Árabes Unidos, o mercado é reconhecido por oferecer pacotes altamente competitivos, frequentemente com benefícios adicionais como moradia, bônus e incentivos fiscais.
Os valores apresentados são estimativas anuais em dólares americanos, convertidos para reais com base na cotação de 22 de setembro de 2025, segundo o Banco Central do Brasil.
Fontes: Euronews; Grupo One Air; Glassdoor; Salary Expert; Quero Bolsa; Exame; InfoJobs.
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