Emprego no setor de eventos cresce 81% acima do período pré-pandemia, aponta ABRAPE

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Emprego no setor de eventos cresce 81% acima do período pré-pandemia, aponta ABRAPE

O setor de eventos fechou 2025 em forte expansão, com níveis recordes de emprego formal e consumo no Brasil. Os dados são do Radar Econômico do Setor de Eventos, boletim da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), elaborado com informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Receita Federal.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias 

Segundo o levantamento, tanto o core business — que reúne atividades diretamente ligadas à realização de eventos — quanto o hub setorial, formado por segmentos impactados indiretamente, mantiveram trajetória consistente de crescimento ao longo do ano.

No core business, que engloba organização de eventos, atividades artísticas e culturais, espetáculos, recreação, lazer e a produção de competições esportivas, o saldo de empregos formais em 2025 foi positivo em 20.213 vagas. Com isso, o estoque total de empregos do segmento alcançou 202.393 postos ao final do ano, representando um crescimento de 81,7% em relação a 2019, período anterior à pandemia. Na comparação com 2024, quando o setor registrava 179.133 empregos, o avanço foi de 13%.

Já o hub setorial — composto por 52 atividades econômicas impactadas pelos eventos — registrou a criação líquida de 165.756 vagas em 2025, após o expressivo resultado de 190.605 postos gerados em 2024. O estoque total de trabalhadores do segmento chegou a 4,27 milhões, mantendo-se 23,9% acima do nível observado em 2019.

Entre as atividades do core business, a organização de eventos liderou a geração de empregos formais no ano, com a criação de 14.220 vagas. No hub setorial, áreas como publicidade e propaganda, serviços gerais, hospedagem, bares e restaurantes e infraestrutura para eventos seguiram com estoques de emprego superiores aos registrados antes da pandemia.

Consumo atinge maior nível da série histórica

O avanço do emprego refletiu-se diretamente no consumo associado ao setor. Em dezembro de 2025, o consumo em recreação alcançou R$ 12,5 bilhões, o maior valor mensal desde o início da série histórica, em 2019. No acumulado de janeiro a dezembro, o consumo totalizou R$ 140,9 bilhões, crescimento de 5% em relação aos R$ 131,8 bilhões registrados em 2024.

Na comparação com outros segmentos da economia, o core business do setor de eventos apresentou, em 2025, o maior crescimento relativo do emprego formal em relação ao período pré-pandemia. O estoque de vagas ficou 81,7% acima de 2019, superando a construção (40,7%), os serviços (22,5%), o comércio (16,6%), a indústria e a média geral da economia brasileira, que registrou crescimento de 21%.

Para o presidente da ABRAPE, Doreni Caramori Júnior, os resultados refletem o impacto positivo de políticas públicas voltadas ao setor e o avanço da formalização do trabalho. “Instrumentos como o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE) foram fundamentais para a reorganização das empresas e para a ampliação do emprego formal em um segmento que historicamente operava com alta informalidade. Esse movimento passou a se refletir de forma mais clara nos indicadores oficiais de emprego e consumo”, afirma.

O Radar Econômico da ABRAPE utiliza dados do MTE, do IBGE e da Receita Federal. O cálculo do consumo considera o peso do item “Recreação” no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a massa de rendimento real mensal dos trabalhadores, apurada pela PNAD Contínua.

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