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Passaporte dos EUA perde força global após exigência de visto do Brasil

Decisão do governo brasileiro de voltar a exigir visto de turistas americanos contribuiu para a saída dos EUA do top 10 mundial, segundo análise de Camila Bruckschen, CEO da CB Asesoria

DA REDAÇÃO com agências 

Pela primeira vez desde a criação do ranking global de mobilidade da Henley & Partners, o passaporte dos EUA deixou o grupo dos dez documentos mais fortes do mundo. Em 2025, os Estados Unidos caíram da 10ª para a 12ª posição, com acesso sem visto ou com visto na chegada a 180 destinos.

Entre os fatores que contribuíram para essa mudança está a decisão do governo brasileiro de voltar a exigir visto de turismo para cidadãos norte-americanos. A medida, adotada em abril de 2025 com base no princípio da reciprocidade diplomática, reduziu a pontuação de mobilidade do documento americano e impactou diretamente sua posição no ranking.

O levantamento da Henley & Partners avalia a força dos passaportes com base no número de países que permitem entrada sem visto prévio ou com visto emitido na chegada. Em 2025, Singapura lidera a lista com acesso a 193 destinos, seguida pela Coreia do Sul, com 190, e pelo Japão, com 189.

O Brasil também registrou leve recuo no ranking, passando da 16ª para a 19ª posição, com acesso liberado a 169 países. Ainda assim, o documento brasileiro mantém vantagem sobre outros passaportes relevantes da América Latina, como os do México e do Chile.

Segundo Camila Bruckschen, CEO da CB Asesoría, consultoria especializada em processos migratórios e cidadania com sede em Barcelona, a perda de posição do passaporte dos EUA reflete transformações no equilíbrio diplomático da mobilidade internacional.

“Quando um país como o Brasil decide revogar a isenção de visto para cidadãos dos Estados Unidos, o impacto é imediato nos índices globais. Mais do que uma medida isolada, trata-se de um sinal de que a mobilidade internacional passa a ser cada vez mais guiada pelo princípio da reciprocidade”, explica.

Para a especialista, a decisão brasileira também tem forte peso simbólico nas relações internacionais. “Durante décadas, a exigência de vistos era uma via de mão única, em que países desenvolvidos impunham regras e os demais apenas aceitavam. Hoje vemos o movimento inverso: nações emergentes, com forte atividade turística e relevância diplomática, passam a adotar medidas equivalentes.”

A análise também indica que o passaporte dos EUA vem perdendo força gradualmente nos últimos anos. Entre as razões apontadas estão políticas migratórias mais restritivas e a ausência de novos acordos de isenção de visto com outros países.

Diante desse cenário, cresce o interesse de cidadãos, tanto americanos quanto brasileiros, em buscar dupla cidadania ou autorização de residência em países europeus. A alternativa amplia a liberdade de circulação e abre oportunidades de trabalho e estudo no exterior.

“Temos observado um aumento significativo na procura por processos de cidadania europeia e autorizações de residência. Muitos buscam maior autonomia para viajar, viver ou desenvolver carreira fora de seu país de origem”, acrescenta Camila Bruckschen.

O ranking deste ano reforça que a mobilidade global se tornou um instrumento diplomático em constante transformação. Se antes bastava possuir o passaporte de um país desenvolvido para circular com facilidade pelo mundo, hoje decisões políticas e acordos bilaterais desempenham papel determinante nesse cenário.

Sobre a CB Asesoría
Com sede em Barcelona, a CB Asesoría é um escritório jurídico especializado em facilitar a vida de estrangeiros e empresas. A consultoria oferece soluções personalizadas em regularização migratória, residência e nacionalidade espanhola, combinando expertise técnica com atendimento humanizado para quem deseja iniciar uma nova etapa de vida na Espanha.

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